A beleza não elimina a tragédia, mas a torna suportável.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Voltando para Casa!



Olá pessoas,
Depois de tanto tempo longe daqui, eis que estou de volta.
Não sei bem explicar o porque de ter me distanciado por tanto tempo, e nem o porque de voltar hoje!
Na verdade, até sei o porque da volta, uma palavra define esse momento: SOLIDÃO.
Muitas coisas aconteceram nesse tempo afastada daqui, boas, ruins, inexplicáveis, banais, bobas, sem importância, mas que tiveram um peso considerável.
Teve momentos, que esqueci que havia aqui meu cantinho para ser "EU", para desabafar, exercer meu oficio que é falar de amor, amar, sentir, chorar, de ser simplesmente EU!
Os subterfúgios vão sempre existir, mas prometo, ficar por aqui o  maior tempo possível, sempre falando dos nossos sentimentos, de maneira franca, aberta, escancarada.
Vamos nos desnudar, vamos nos deixar levar por aquilo que nos move, em toda sua
plenitude, sejamos AMOR nesse mar de ilusões, sensações e emoções!!

Alguns livros que você tem que ler antes de partir! (já li alguns, me preparando para ler os demais, rsrs). 

Desde Romances atuais à clássicos do Cinema!


Belo Desastre - Mcguire, Jamie
O Lado Feio do Amor - Colleen Hoover
Quatro Vidas de Um cachorro: Todo Cachorro Existe
 por Uma Razão - W. Bruce Cameron
A Cabana - Young, william P. (ainda não tive coragem de ler).
Trilogia Cinquenta Tons de cinza - E L James
O Morro dos Ventos Uivantes - Emily Brontë (Um Clássico).
Ansiedade - Augusto Cury (Sou mto ansiosa).
O Apanhador no Campo de Centeio - Salinger, Jerome David
A Casa dos Budas Ditosos - Ribeiro, João Ubaldo.

terça-feira, 27 de maio de 2014

"É que um carinho as vezes faz bem..."!!

Saudades é isso..Lembrança de um carinho, um afago, um amigo!
É um sorriso contagiante ainda que anônimo...
É multidão em dias de solidão.
Tenho dias cheios de solidão, ainda que na multidão.
Saudade é isso... Mistura de amor com dor, é aperto no peito.
É dor que não tem jeito...
Saudade é o doce sabor dos momentos juntos, dos momentos únicos! E do que não nos restou...

Raquel Fernandes

sábado, 24 de maio de 2014

Fica a Dica


Há quem acredite que o amor é medicamento. 
Pelo contrário. Se você está deprimido, histérico ou ansioso demais, o amor não se aproxima, e caso o faça, vai frustrar sua expectativa, porque o amor quer ser recebido com saúde e leveza, ele não suporta a ideia de ser ingerido de quatro em quatro horas, como um antibiótico para combater as bactérias da solidão e da falta de auto-estima. Você já ouviu muitas vezes alguém dizer: “Quando eu menos esperava, quando eu havia desistido de procurar, o amor apareceu.” Claro, o amor não é bobo, quer ser bem tratado, por isso escolhe as pessoas que, antes de tudo, tratam bem de si mesmas." 

____Martha Medeiros - Il. Virpi Pekkala

terça-feira, 20 de maio de 2014

Eu sei que é muito "clichê," dizer isso, mas quando me deparei com o texto pensei imediatamente, 'era isso que eu queria falar!" São os meus sentimentos dentro dos sentimentos dele... Por essa razão, por ser tão intenso, resolvi postar no meu cantinho, deixado de lado por um tempo, nada melhor reabri-lo com sentimentos tão intensos, tão meus, mesmo que ainda não tenha saído de mim!!!


Pois é... 
Eu não sou um gravador. 
Eu não sei dizer somente o que você quer. Não sei agradar o tempo inteiro. Não faço tudo exatamente como você deseja ou pensa que eu seja capaz de fazer. Não sou um robô. Não sou um eletrodoméstico, não sou um programa de computador. Não me comporto o tempo todo como você espera. Não quero fazer só o que você acha que devo fazer. 
Certo e errado? Vou pensar sobre isso também.
Tenho sentimentos estranhos. Faço coisas que certamente outras pessoas não fariam. Meu senso de humor não está ajustado a um sistema de controle remoto. Sei que sou cobrado, me cobro muito, mas não me cobre o tempo inteiro porque eu detesto cobrança. Prefiro o espontâneo. Prefiro respirar. Prefiro ficar acordado, mas quando durmo, favor me deixar dormir até quando aguentar. Eu não tenho resposta para todas as perguntas, tenho mais perguntas que respostas. Tenho medos, demônios, fantasmas e traumas que aprendi a administrar. Detesto gritos, mas tive de aprender a gritar. Tive de gritar muitas vezes para ser ouvido e conseguir me salvar. Detesto redomas. Detesto ordens. Detesto quando está tudo bem e alguém aparece com uma questão irrelevante apenas pelo hábito de dificultar.
Gosto de ficar só. Falar sozinho e adoro imaginar.
Não caibo nas suas rédeas, então favor não tentar.
E por fim só não me jogo da janela, porque não aprendi a voar. Porque livre mesmo é aquele que mesmo diante do caos consegue encontrar dentro de si um espaço para descansar.



Tico Santa Cruz

terça-feira, 15 de outubro de 2013


Saudade tem rosto...
Tem cheiro
Tem lembrança
Tem cor.

Saudade tem dor...
Tem medo
Tem amor.

Saudade deixa tristeza...
Leva alegria
E um pouco de desamor.

Saudade é um amontoado de tudo...
Sentimento profundo...dor e amor!

Saudade tem nome....
Nome de flor!


Raquel Fernandes

segunda-feira, 14 de outubro de 2013


Por isso amo o que as pessoas carregam por dentro.
O que está por fora muda a cada estação,conforme o
tempo e as convenções, mas a ESSÊNCIA, ahh essa continua intacta,
aja o que houver ela sempre estará lá...

Raquel Fernandes

domingo, 13 de outubro de 2013


Quero uma vida leve

De sonhos breves

Sorrisos intermináveis

Felicidade solta e amores livres!!

Raquel Fernandes

sábado, 12 de outubro de 2013


"Sinto-me como aquela menina que ganhou uma bacia de jabuticabas.
As primeiras jabuticabas, ela chupou displicente,
mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço...
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte...
Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de 'confrontação', onde 'tiramos fatos a limpo'.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: 'as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a
essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado do que é justo.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo."

Rubem Alves

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Canção das mulheres


Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.

Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.

Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.

Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.

Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.

Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.

Que o outro sinta quanto me dóia idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida.

Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''

Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.

Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.

Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.

Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher.

Lya Luft


Estou abandonando os excessos com dedicação, disciplina e com todo o cuidado que uma despedida pede para que não seja traumática demais. Eu só soube que estava tudo errado com as minhas atitudes quando elas não serviram mais para sustentar minha leveza. Foi quando tudo que antes era divertido terminou por me machucar por dentro e plantar no meu olhar uma tristeza sem horizontes alcançáveis. Quandotive que começar a me explicar demais, quando meus personagens foram morar nos meus atores e começamos a viver realmente as dores que inventei, decidi matar a autora de tantos dramas para cuidar da casa, regar as plantas e me isolar um pouco enquanto reavaliava quais seriam meus próximos passos. (A minha intensidade não podia continuar servindo de tripé para tanta agonia).Aprendi a pontuar histórias, delimitar espaços, dissolver conflitos, definir minhas relações e preservar o resto de sanidade que há em mim.(Nunca fui misteriosa, mas expor minhas vísceras à luz mais nítida do dia estava me fazendo contorcer de desprazer).

(...) Então abri a janela para que o ar circulasse e reciclasse toda a energia estagnada. Não preciso mais de entulhos emocionais, nem de exagerar nos meus mergulhos e usar lupas que distorcem as imagens. Agora eu só quero me preocupar com uma nova disposição dos móveis da casa enquanto ponho os pensamentos negativos que me vestiram por tanto tempo na máquina de lavar.

*
(sus)penso em passos de (mu)dança.

Marla de Queiroz

terça-feira, 1 de outubro de 2013


A chuva lava as magoas e
Rejuvenesce a alma
O calor já não nos consome, apenas some.
O frio estilhaça as emoções
O vento flutua e leva nas asas a tristeza minha e sua.
A alegria dorme um sono tranquilo, contagia, pra mais um dia!

Raquel Fernandes


segunda-feira, 30 de setembro de 2013

“Somos queijo gorgonzola”


Estamos envelhecendo, estamos envelhecendo, estamos envelhecendo, só ouço isto. No táxi, no trânsito, no banco, só me chamam de senhora. E as amigas falam “estamos envelhecendo”, como quem diz “estamos apodrecendo”. Não estou achando envelhecer esse horror todo. Até agora. Mas a pressão é grande. Então, outro dia, divertidamente, fiz uma analogia.

O queijo Gorgonzola é um queijo que a maioria das pessoas que eu conheço gosta. Gosta na salada, no pão, com vinho tinto, vinho branco, é um queijo delicioso, de sabor e aroma peculiares, uma invenção italiana, tem status de iguaria com seu sabor sofisticadíssimo, incomparável, vende aos quilos nos supermercados do Leblon, é caro e é podre. É um queijo contaminado por fungos, só fica bom depois que mofa. É um queijo podre de chique. Para ficar gostoso tem que estar no ponto certo da deterioração da matéria. O que me possibilita afirmar que não é pelo fato de estar envelhecendo ou apodrecendo ou mofando que devo ser desvalorizada.

Saibam: vou envelhecer até o ponto certo, como o Gorgonzola. Se Deus quiser, morrerei no ponto G da deterioração da matéria. Estou me tornando uma iguaria. Com vinho tinto sou deliciosa. Aos 50 sou uma mulher para paladares sofisticados. Não sou mais um queijo Minas Frescal, não sou mais uma Ricota, não sou um queijo amarelo qualquer para um lanche sem compromisso. Não sou para qualquer um, nem para qualquer um dou bola, agora tenho status, sou um queijo Gorgonzola.

Maitê Proença

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Pesando os dias!


"Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui pra a frente do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado do que futuro. Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas... As primeiras ele chupa displicentemente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço. 
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte. Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis, sobre vidas alheias, que nem fazem parte da minha. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturas.
'As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.'
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos. Quero a essência, minha alma tem pressa.
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade. Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial."

(Rubem Alves)

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Nosso lugar (Victor Chaves)

No lugar da promessa, basta a palavra. 
No lugar da culpa, basta perdoar-se. 
No lugar do arrependimento, basta a compreensão do que não vale mais à pena. 
No lugar de preocupar-se, basta importar-se. 
No lugar da carência, basta a doação. 
No lugar da cobrança, basta o merecimento. 
No lugar da reclamação, basta atitude. 
No lugar da prepotência, basta a humildade, consciente de que, nem mais, nem menos que ninguém, somos apenas o que estamos. 
Estamos todos, em diversos sentidos, um pouco acima do chão e muito abaixo do céu.

No meio do caminho tinha um poste. No meio do silêncio um palhaço. No meio da alegria que espreita, os outros que seguiam sem olhar pros lados. No meio do caminho sem Drummond, nem pedra, nem retina fatigada. No meio do caminho do palhaço, uma alegria esperando pra virar piada. No meio do caminho, tantas cores. À espreita do poema, gargalhada.


Texto: Marla de Queiroz

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Desenhar sentimentos!


Me perguntam por escrevo textos e desabafos, respondo que desenho sentimentos enquanto caminho por vales e espinhos. Que sonho acordada enquanto vago por becos e jardins. Que Amo, canto e danço mesmo quando a estrada é curta e a água é pouca! Escrevo sonhos, partilho poesia, derramo emoções. E assim sigo meu caminho rabiscando, colorindo, recortando, apagando, construindo vida, balançando sonhos!

Raquel Fernandes

sábado, 23 de fevereiro de 2013


                                   Vão- se os sonhos, fica-se a dureza do caminho.
Vão-se os momentos, os amores, mas ficam as flores.
Vão-se todos os sentimentos e o vazio predomina, paira no ar, perfume sem fim!
Sensações, emoções,  nada de definições!
Apesar de, o caminho (re)compensa, acalma... é paz pra minha alma. Tão leve, tão pesada... calma!


Raquel Fernandes

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Pessoas se vão...


Pessoas vão embora de todas as formas: vão embora da nossa vida, do nosso coração, do nosso abraço, da nossa amizade, da nossa admiração, do nosso país. E, muitas a quem dedicamos um profundo amor, morrem. E continuam imortais dentro da gente. A vida segue: doendo, rasgando, enchendo de saudade... Depois nos dá aceitação, ameniza a falta trazendo apenas a lembrança que não machuca mais: uma frase engraçada, uma filosofia de vida, um jeito tão característico, aquela peculiaridade da pessoa.
Mas pessoas vão embora. As coisas acabam. Relações se esvaem, paixonites escorrem pelo ralo, adeuses começam a fazer sentido. E se a gente sente com estas idas e também vindas, é porque estamos vivos.
Cuidemos deste agora. Muitos já se foram para nos ensinar que a vida é só um bocado de momento que pode durar cem anos ou cinco minutos. E não importa quanto tempo você teve para amar alguém, mas o amor que você investiu durante aquele tempo.
Segundos podem ser eternidades... ou não. Depende da ocasião.

Marla de Queiroz 

''Quantas vezes tenho vontade de encontrar
não sei o que...não sei onde...para resgatar
alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi"...

(Clarice Lispector)