A beleza não elimina a tragédia, mas a torna suportável.

sábado, 11 de junho de 2011

O Pai da Bossa Nova!




Meninas, eu adoro o cantor/compositor João Gilberto! Ele completou ontem dia 10/06 80 anos. Por conta disso, estão cogitando a possibilidade de ele fazer shows em cinco capitais brasileiras. Aqui em Brasília, Porto Alegre, Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro, entre 29 de agosto a 30 de novembro. Homem de temperamento difícil é um tanto quanto arredio, conhecido por seu gênio forte, não suporta desordem, barulho e desinteresse (já abandonou o palco por bem menos que isso). Este é um dos motivos pelo qual seu público torce para que tudo dê certo - inclusive eu - rsrs, quero muito ir! O projeto chamará "80 anos. Uma Vida Bossa Nova" e a partir dessas apresentações, poderá gravar o primeiro DVD - depende de sua autorização - o que não é fácil! Mas a gente perdoa né? Um gênio na sua arte! E são atribuídos a eles, os artistas, a fama de  temperamentais e suscetíveis ao mal humor!!
Alguns de seus sucessos:
- Eu sei que vou te amar.
- Carinhoso.
- Garota de Ipanema.
- Desafinado.
- Insensatez.
- Wave, entre outros.


Meu coração
Não sei porque
Bate feliz...
Quando te vê
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo
Mas mesmo assim...
Foges de mim
Ah, se tu soubesses
Como sou tão carinhoso
E o muito e muito
Que te quero....
E como é sincero o meu amor
Eu sei que tu não fugirias mais de mim...
Vem, vem, vem, vem
Vem sentir o calor
Dos lábios meus
A procura dos teus
Vem matar esta paixão
Que me devora o coração...
E só assim então
Serei feliz
Bem feliz...
 
Adoro musica, então tudo que diz respeito a ela me interessa. Pesquisando na internet sobre "Vinis antigos" fiquei sabendo que a Panamericana Escola de Arte e Design - zona oeste de São Paulo - está promovendo uma exposição com capas de 50 álbuns que marcaram época até dia 18/06. O público poderá eleger a melhor capa de todos os tempos atraves de votação eletrônica nos computadores disponibilizados no local. Também pode votar pelo site.

Veja algumas capas - que eu - particularmente gosto muito.


 
 

"Viva o Amor!"











Quem não tem namorado – Carlos Drummond de Andrade


Meninas, e o Dia dos Namorados chegou. Para muitas hoje é um dia de lamentar a solidão. Esqueça isso, faça do momento o melhor, independente de companhia. Este texto de Drummond é ótimo para a ocasião, que tal uma reflexão sobre o mesmo? Com ou sem namorado o que importa é ser feliz

'Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namoro de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, de saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia.

Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas, namorado, mesmo, é muito difícil. Namorado não precisa ser o mais bonito, mas aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. 
A proteção dele não precisa ser parruda, decidida ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição. 

Quem não tem namorado, não é que não tem um amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes, mesmo assim pode não ter um namorado.
Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho. 
Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa é quem ama sem alegria. 

Não tem namorado quem faz pacto de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugida ou impossível de durar.
Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas, de carinho escondido na hora em que passa o filme, de flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada; de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.

Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, fazer cesta abraçado, fazer compra junto.
Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor. 

Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira d'agua, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos e musical da Metro
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não chateia com o fato de o seu bem ser paquerado. 

Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar. 
Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia de sol em plena praia cheia de rivais.
Não tem namorado quem ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. 

Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz.
Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo, e quem tem medo de ser afetivo. Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e de medo, ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar.

Enfeite-se com margaridas e ternuras, e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada, e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo da janela.

Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uam névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteira. Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido.

 Enlou-cresça.'

Feliz dia dos Namorados a todos!!
  

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Delícias Juninas sem culpa.











Tem coisa melhor que as 'Delícias Juninas'? Curau, pamonha, milho verde, pipoca, bolo de fubá, pé de moleque... Quem resiste? Essas 'delícias' têm valor calórico elevado, mas seus principais ingredientes são ricos em nutrientes. O milho, por exemplo, possui ótimos teores de fibras e vitamina B1. O amendoim, por sua vez, fornece boas quantidades de minerais (magnésio e potássio). Mas cuidado com o excesso de calorias! Se você tem restrições a estes alimentos use o bom senso e não deixe a gula te dominar. Pequenas porções não fazem mal, e depois você compensa aumentando a intensidade da atividade física! Estou aprendendo a reeducar meu organismo combinando exercício físico, alimentação de 3 em 3 horas, legumes e verduras e pequenas porções. Tudo com orientação nutricional. Confesso que não acreditava que daria resultado, desde que comecei emagreci 17 quilos. Quer resposta melhor que esta? Reeducação alimentar, disciplina e vigilância sempre! Esta é a receita!
 E viva são João, são Pedro e santo Antonio.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Injustiça


 
— Não confie na frase de sua avó, de sua mãe, de sua irmã de que um dia encontrará um homem que você merece.

Não existe justiça no amor.

O amor não é censo, não é matemática, não é senso de medida, não é socialismo.

É o mais completo desequilíbrio. Ama-se logo quem a gente odiava, quem a gente provocava, quem a gente debochava. Exatamente o nosso avesso, o nosso contrário, a nossa negação.

O amor não é democrático, não é optar e gostar, não é promoção, não é prêmio de bom comportamento.

O melhor para você é o pior. Aquele que você escolhe infelizmente não tem química, não dura nem uma hora. O pior para você é o melhor. Aquele de quem você procura distância é que se aproxima e não larga sua boca.

Amor é engolir de volta os conselhos dados às amigas.

É viver em crise: ou por não merecer a companhia ou por não se merecer.

Amor é ironia. Largará tudo — profissão, cidade, família — e não será suficiente. Aceitará tudo — filhos problemáticos, horários quebrados, ex histérica — e não será suficiente.

Não se apaixonará pela pessoa ideal, mas por aquela que não conseguirá se separar. A convivência é apenas o fracasso da despedida. O beijo é apenas a incompetência do aceno.

Amar talvez seja surdez, um dos dois não foi embora, só isso; ele não ouviu o fora e ficou parado, besta, ouvindo seus olhos.

Amor é contravenção. Buscará um terrorista somente para você. Pedirá exclusividade, vida secreta, pacto de sangue, esconderijo no quarto. Apagará o mundo dele, terá inveja de suas velhas amizades, de suas novas amizades, cerceará o sujeito com perguntas, ameaçará o sujeito com gentilezas, reclamará por mais espaço quando ele já loteou o invisível.

Ninguém que ama percebe que exige demais; afirmará que ainda é pouco, afirmará que a cobrança é necessária. Deseja-se desculpa a qualquer momento, perdão a qualquer ruído.

Amar não tem igualdade, é populismo, é assistencialismo, é querer ser beneficiado acima de todos, é ser corrompido pela predileção, corroído pelo favoritismo. É não fazer outra coisa senão esperar algum mimo, algum abraço, algum sentido.

Amor não tem saída: reclama-se da rotina ou quando ele está diferente. É censura (Por que você falou aquilo?), é ditadura (Você não devia ter feito aquilo!). É discutir a noite inteira para corrigir uma palavra áspera, discutir metade da manhã até estacionar o silêncio.

Amor é uma injustiça, minha filha. Uma monstruosidade.

Você mentirá várias vezes que nunca amará ele de novo e sempre amará, absolutamente porque não tem nenhum controle sobre o amor.

(Carpinejar)

Que frio....