A beleza não elimina a tragédia, mas a torna suportável.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Rebelde com causa!

 Cansei de ser certinha! De ter minha vida comandada por regras e normas.
Odeio o convencional, o correto, o ‘tem que ser assim!’
Quero o avesso de tudo que me limita, me determina e me contém.
Não quero explicações e espero não dá-las também.
Odeio obedecer “ordens” simplesmente pra seguir protocolo.
Quero a alegria inexorável da vida, mesmo que para isso seja preciso contradizer as leis.
Encarar meus sonhos de frente ao invés de dizer sim desejando o não. Falar da boca pra fora,  quando o coração pensa e quer agir seguindo sua própria razão.
Não, hoje eu quero o fora do normal, não quero dar satisfações, não pretendo usar de artimanhas para justificar minhas declarações. Quero o inconcebível, o incorreto, o proibido... Quero a FELICIDADE.
Quero andar descalça na enxurrada, brincar de roda, cobiçar o homem do lado sem culpa e chateação. Quero fazer traquinagens. Amar sem reprovações.
Quero andar largada sem pensar nas convenções. Quero fazer minhas regras sem importar com opiniões. As normas serão de minha autoria. Pelo menos por um dia vou viver conforme minhas convicções.
Fora tudo que me reprime, tudo que me impede de andar na contramão. Estou tapando olhos e ouvidos às repressões.
Hoje eu quero viver assim, DONA DE MIM!

Raquel Fernandes

domingo, 30 de outubro de 2011

Libera-me

 "Livrai-me, Senhor
De tudo o que for Vazio de amor.
Que nunca me espereQuem bem não 
me quer
Livrai-me tambémDe quem me detém
E graça não tem.
E mais de quem nãoPossui nem um grão
De imaginação."

Carlos Queiroz
O mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando.

Guimarães Rosa

 “Que nada nos limite, que nada nos defina, que nada nos sujeite. Que a liberdade seja nossa própria substância, já que viver é ser livre. Porque alguém disse e eu concordo que o tempo cura, que a mágoa passa, que decepção não mata, e que a vida sempre, sempre continua.”

(Simone de Beauvoir)

Pipocas da vida!

 Extraído do livro: “O amor que acende a lua”
de Rubem Alves
Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre.
Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e de uma dureza assombrosa.
Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.
Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor.
Pode ser fogo de fora: perde um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre. Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos.
Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo!
Sem fogo o sofrimento diminui. Com isso, a possibilidade da grande transformação também. Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela.
A pipoca não imagina aquilo que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM!
E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela nunca havia sonhado. Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar.
São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura.
No entanto, o destino delas é triste, já que elas ficarão duras a vida inteira.
Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva.
Não vão dar alegria para ninguém.

sábado, 29 de outubro de 2011

Ame! Não tenha vergonha de dizer que "ama", declare-se ao vento, às nuvens, aos pássaros. Se "ame!" Só o amor poderá fazer de você um ser humano melhor para com as pessoas, para o planeta e principalmente para consigo mesmo.
 Se abasteça de amor no riso de uma criança, na alegria de seu cachorro, na vida que pulsa e move seu corpo. No horizonte que se abre todos os dias dando um espetáculo diante de seus olhos.
Amor! É isso que fará a diferença no final.

 Raquel Fernandes.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Salvação e Perdição!


Mulheres! Hormônios em constante ebulição.
Uma profusão deles, estrógeno, progesterona, estradiol, cortisol, noradrenalina... e claro o famoso “testosterona”, presente durante todo ciclo de vida.
Somos hormônio em toda nossa totalidade, com picos variados a cada momento, e cada momento uma nova emoção.
A relação entre o emocional e a secreção dos hormônios femininos é interessante; determinadas ações podem provocar alterações metabólicas significativas e permanentes.
Não há conceito melhor do que estas palavras para nos definir:
“complicadas e perfeitinhas”!
A verdade é que nosso organismo funciona diferente do organismo dos homens. Enquanto eles agem em maior proporção pela razão nós somos totalmente, (ou quase) de um modo geral dirigidas pela emoção.
 A luta feminina pela verdadeira felicidade, ainda está longe do fim, a dança dos hormônios e seus papéis no organismo, está diretamente ligado a esta luta. Quando o relacionamento entre duas pessoas cai na rotina, sem  a paixão de outrora e começamos a questionar, evitar ou aceitar, são os hormônios dando sinal de que algo não está bem.
 Explicarei!
Buscamos sempre grandes e fortes emoções no dia a dia com nossos parceiros, é necessário manter e abastecer diariamente o relacionamento de “emoções”. Queremos um olhar diferente, um beijo mais ardente, um pouco de mistério, até mesmo de dúvida, “temperos do amor”. Nosso tormento é também nosso prazer!
Não conseguimos viver sem essas engrenagens. São esses sentimentos que fazem a chama manter-se acessa; é o medo de perder que nos deixa mais apaixonadas ou desistir mais rápido; a insegurança é uma faca de dois gumes, tanto pode nos inspirar como nos fracassar. Queremos ser atraente, bonita, sexy, gostosa para o outro. E podemos querer tudo isso e não saber como usar ou mostrar.
Gostamos de viver emoções positivas, (às vezes negativas), são elas que não deixam um relacionamento cair no marasmo, na rotina do cotidiano. São horas de agonia e medo que compensam todo o resto (ou não), depende de cada pessoa.
Eu sei! Não há coração, pressão arterial e psicológica que agüente esse rol de emoções!
 E nesses momentos até pedimos por um relacionamento sem surpresas e emoções. Maçante. Sem sentido. Sem fogo.
Queremos emoções. Sentir aquele abraço ousado, aquele frio na barriga, sermos amadas, desejadas. Precisamos disso para continuar amando, vivendo, sonhando. Caso contrário, vão se passando os dias, os anos, e tudo igual, a rotina vai gerando insatisfação; rotina não combina com paixão, amor, imaginação.
Queremos uma vida com emoções, não necessariamente  negativas, queremos surpresas, fantasias, queremos um amor, um amante, e às vezes um amigo. Queremos surpreender também. O segredo é usar a imaginação, é ter ousadia, senso de percepção; nossos sentimentos estão ligados diretamente ao emocional, e os hormônios são responsáveis pelas variações deste estado, são as alterações metabólicas e elas refletem em todo nosso ser. Destacando principalmente as insatisfações, isso em todos os aspectos, inclusive no relacionamento homem/mulher.
 Viva os hormônios! Fontes de vida, amor e de todos os sentimentos que nos permeiam.
Sentimentos estranhos!
Mesmo assim, sentimentos.


Texto por: Raquel Fernandes.



Prefiro tratar minhas escolhas como "reticências" e não como ponto final. Tudo em mim é provisório, porém carregado de verdades!

Raquel Fernandes


Posso pedir pra parar o tempo? Para trocar os sonhos? Quero mudar o caminho, sentir outros perfumes. Cruzar a estrada sem culpa e arrependimento. Deixar para trás as dores e pensar só em novos amores!

Raquel Fernandes

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

 Posso ancorar meu barco aqui pertinho de você e esperar a 
 solidão passar?
Raque Fernandes

A Realidade

Do mal, muita coisa boa resultou. Mantendo-me calmo, nada reprimindo, permanecendo atento e aceitando a realidade. Vendo as coisas como elas são e não como eu queria que elas fossem. Ao fazer tudo isso, adquiri um conhecimento incomum, assim como poderes invulgares, de uma amplitude que jamais poderia ter imaginado.
Sempre pensara que quando aceitamos as coisas, elas nos sobrepujam de um modo ou de outro. Resulta que isso não é verdade em absoluto.
É somente aceitando as coisas que podemos assumir uma atitude em relação a elas. Por isso, tenciono agora fazer o jogo da vida, ser receptivo a tudo que me chegar, bom e mal, sol e sombra alternando-se eternamente; e, desta forma, aceitar também minha própria natureza, com seus aspectos positivos e negativos.
Assim, tudo se torna mais vivo para mim. Que insensato eu fui! Como me esforcei para forçar todas as coisas
a harmonizarem-se com o que eu pensava que devia ser ...

- Carl Gustav Jung -


 Acredito em saudade...

                      ... sei o quanto uma ausência 
                   pode doer, provocar 
                   contração muscular e
                     até náusea. 
                   Ausência física, 
              ausência da 
                    voz e do cheiro,   
              das risadas e 
              do piscar de olhos, 
          saudade 
                 da amizade que  
            ficará na 
                 lembrança e 
em algumas fotos!

                      Martha Medeiros

sábado, 22 de outubro de 2011

......


 Uma voz dentro de mim quer criar asas, se libertar;
Cada vez mais forte vem rugindo, rasgando minha garganta, queimando minha língua, jorrando palavras soltas, complexas, cheias de saudades.
Elas vão flutuando, dançando ao sabor do vento, formando uma corrente,  corrente de ferro, de fé, de aço.
Impiedosa quer o inusitado, o que ainda não viveu, quer cavalgar o tempo perdido, saborear ventanias passadas, lavar a alma, despir as ilusões; andar num carrossel de nuvens; perder a razão. Amar sem medida, perdida, a solidão.                                                               
                                                            Raquel Fernandes!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Manchas nunca mais!


 Veja algumas dicas para tirar manchas daquela peça de roupa preferida que você não usa a muito tempo:


Café – Lave a mancha imediatamente com água quente ou fervendo, manchas de café podem se tornar permanentes. Se o local for difícil de ser lavado, coloque outro tecido por baixo e esfregue gelo na mancha até que ela suma por completo. Esfregar uma solução de água e bicarbonato de sódio também funciona. Se a mancha de café já estiver seca, esfregue um pano úmido com vinagre branco ou álcool.

Gordura – Coloque uma toalha de papel absorvente embaixo da mancha de gordura e passe com ferro bem quente. Outra opção pare remover a mancha de gordura é aplicar detergente e esfregar bem. Outra opção é aplicar bastante talco sobre a mancha para que ele absorva parte da oleosidade. Deixe por algumas horas e lave bem.

Graxa – Coloque um pouco de margarina vegetal sobre a mancha de graxa, deixe por alguns minutos e depois lave normalmente com água e sabão.
Batom – Com um tecido ou toalha de papel absorvente, tire o excesso com bastante cuidado para não espalhar ainda mais a mancha. Lave com detergente, esfregando delicadamente. Esfregar um pouco de álcool sobre a mancha de batom antes da lavagem também pode resolver o problema.

Ferro de passar – Quando quente demais, o ferro pode deixar uma marca amarelada no tecido. Passe água oxigenada sobre a mancha e lave com bastante água.

Caneta – Deixe a roupa como mancha de tinta de caneta de molho por algumas horas em uma vasilha com leite azedo ou uma mistura de leite e vinagre. Esfregue bem e repita o processo várias vezes.

Chiclete – Use o lado sem corte de uma faca para tirar o excesso. Em seguida, passe gelo sobre o chiclete. Ele vai endurecer e se soltar do tecido com facilidade. Outra opção para tirar mancha de chiclete é colocar a peça dentro de um saco plástico e levar ao congelador até que o chiclete endureça.

http://teste.dicasdemulher.com.br/como-tirar-manchas-de-roupas/



terça-feira, 18 de outubro de 2011

Por Fernando Pessoa!!


Pratique o Desapego

 Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos que já se acabaram. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas possam ir embora. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo - nada é insubstituível , um hábito não é uma necessidade. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.


Fernando Pessoa

Desapegar!!


 Há tempos a idéia do desapego já me persegue, confesso que tenho tentado driblá-la. Porque o ‘desapegar’ é tão difícil? Ele nos dá a falsa sensação de felicidade, nos enche de satisfação e bem estar. Mesmo sabendo disso o APEGO tem em mim uma de suas fieis seguidoras. É a forma que encontrei de correr da solidão, de não assumir problemas, de mascarar meus fracassos e continuar vivendo fora do meu contexto numa realidade criada por mim e para mim.
Preciso me desapegar de coisas que não me pertence, das dores que não são minhas, dos amores que não são meus. Recolhi à minha insignificância carregada de sentimentos diversos, levando impressões, analisando, refletindo e tomei uma decisão: “desapego já”!
Desapego de tudo que me dói. Desapego daquilo que não me pertence. Desapegar inclusive das magoas, medos, frustrações e chateações. Das dificuldades que eu mesma me impus. Só assim vou conseguir recomeçar, contar outra historia e quem sabe lá na frente retomar antigo ‘apego’!
Preciso afrouxar o nó dos planos, alterar metas, adiar os sonhos e viver o momento. Ninguém melhor que o tempo para assentar todos os “porquês”. Quando caminhamos com passos certos, com mão firme e coração aberto os desejos se realizam sem esforço e vêem  naturalmente ao nosso encontro.
E o momento de por em prática todo o ‘desapego’ cedo ou tarde chega, o meu chegou, não está sendo fácil, mas se faz necessário! Praticar o desapego de tudo que está fora da minha realidade, de tudo que é transitório  e principalmente de tudo que está permeado de ilusão!

Raquel Fernandes.


segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Metade


Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza.
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada.
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço.
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora.
Se transforme na calma e na paz que eu mereço.
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso, mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

Oswaldo Montenegro

Fernando Pessoa

 A minha alma partiu-se como um vaso vazio.
Caiu pela escada excessivamente abaixo.
Caiu das mãos da criada descuidada.
Caiu, fez-se em mais pedaços do que havia loiça no vaso.

Asneira? Impossível? Sei lá!
Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.
Sou um espalhamento de cacos sobre um capacho por sacudir.
Fiz barulho na queda como um vaso que se partia.
Os deuses que há debruçam-se do parapeito da escada.
E fitam os cacos que a criada deles fez de mim.
(...)


(Fernando Pessoa/ Álvaro de Campos)



Pensando na vida ....


 Eu já pensei seriamente nisso, mas nunca me levei realmente a sério. É que tem mais chão nos meus olhos do que cansaço nas minhas pernas, mais esperança nos meus passos do que tristeza nos meus ombros, mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça.

Cora Coralina

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Inscrição para uma Lareira

"A vida é um incêndio: nela
dançamos, salamandras mágicas.
Que importa restarem cinzas
se a chama foi bela e alta?
Em meio aos toros que desabam,
cantemos a canção das chamas!
Cantemos a canção da vida,
na própria luz consumida..." 

Mario Quintana

Pensar é Transgredir

Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos — para não morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos. 
Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido. 
Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo. 
Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: "Parar pra pensar, nem pensar!" 
O problema é que quando menos se espera ele chega, o sorrateiro pensamento que nos faz parar. Pode ser no meio do shopping, no trânsito, na frente da tevê ou do computador. Simplesmente escovando os dentes. Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, do rancor, da lamúria, da hesitação e da resignação. 
Sem ter programado, a gente pára pra pensar. 
Pode ser um susto: como espiar de um berçário confortável para um corredor com mil possibilidades. Cada porta, uma escolha. Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de promessas. Alguma, para a noite além da cerca. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar: reavaliar-se. 
Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto. 
Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida. 
Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar. 
Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo.
Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos. 
Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem. 
Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada. 
Parece fácil: "escrever a respeito das coisas é fácil", já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado. 
Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança. 
Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade. 
Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for. 
E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.


(Lya Luft)
 

quarta-feira, 5 de outubro de 2011


  Acredito nas pessoas que às vezes confundimos com anjos.
Falo daquelas pessoas que existem em nossas vidas,que enchem nosso espaço, de pequenas alegrias, e grandes atitudes. Daquelas que olham nos olhos,quando precisam ser verdadeiras,que tecem elogios, que agradecem, e pedem desculpas com a mesma simplicidade de uma criança.

Por Catarina A. Mavros


"...o melhor amor é aquele que acorda a alma e nos faz querer mais, que coloca fogo em nossos corações e traz paz as nossas vidas, foi isso que você fez comigo e era isso que eu queria ter feito com você pra sempre..."

(Diário de uma paixão)
 Gosto de borboletas.
Me fazem lembrar que na vida,
tudo se transforma.
Sempre!

(Vanessa Leonardi)

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Seguindo minha intuição


Tô vazia de tudo, não quero agrado e nem colo. Prefiro o frio a me aquecer na ilusão de palavras perdidas, ditas sem sentido e ao acaso.Tô oca de emoção. Cética. Irônica. Vejo pessoas se amando, se querendo, se matando. Tirei a venda dos olhos, não relevo omissões. Não compactuo com a solidão, dessa vez ela não fará rimas usando meu coração. Minha inspiração está na canção, nas frases, nos olhares, no perdão.
Quero tomar banho de chuva. Andar descalço. Brincar de princesa e plebeu. Admirar a lua. Quero brincar de roda, pegar vagalume. Quero a proteção materna que me livra do medo do trovão e bicho papão. Quero diversão.
Faço festa sem data certa, comemoro antecipado meus anos e peço a Deus saúde e satisfação. Na vida, a hora certa está em nossas mãos! O resto é ilusão.


Raquel Fernandes.

Viva São Francisco de Assis!!


Hoje é dia de São Francisco de Assis, protetor dos animais! Sou devota, tenho em casa uma imagem linda! Amo os animais. Seres indefesos que muitos usam ao seu “BEL PRAZER” e depois descarta como um lixo qualquer, por considerá-lo um empecilho. Infelizmente a menor ameaça em seu mundinho "pessoas" abandona, espancam, maltratam o ser irracional que antes só serviu como brinquedo e ornamentação! Espero sinceramente que as pessoas se conscientizem de que o animal é um ser vivo e por isso merece respeito e consideração, e que o tenha somente se  amá-lo e puder abrigá-lo em sua casa e em seu coração, independente das adversidades. São Francisco foi modelo de amor e doação aos bichos e os amou incondicionalmente, abriu mão de sua vida, bens, poder para se dedicar à caridade e ao próximo! Somos privilegiados por ter Deus no centro e ao seu redor seres iluminado que o ajudam a iluminar e a  tomar conta de nós na terra!


Protetor dos pobres, doentes, animais e da lavoura.

Francisco de Assis nasceu na cidade de Assis, Úmbria, Itália, em 1182. Pertencia à burguesia, e dessa condição tirava todos os proveitos. Como seu pai, tentou o comércio, mas logo abandonou a idéia por não ter muito jeito para isso. Sonhou, então, com as glórias militares, procurando desta maneira alcançar o status que sua condição exigia. Contudo, em 1206 para espanto de todos, Francisco de Assis abandonou tudo, andando errante e maltrapilho, numa verdadeira afronta e protesto contra sua sociedade burguesa. Entregou-se totalmente a um estilo de vida fundado na pobreza, na simplicidade de vida, no amor total a todas as criaturas. Com alguns amigos deu início ao que seria a Ordem dos Frades Menores ou Franciscanos. Com Santa Clara, sua dileta amiga, fundou a Ordem das Damas Pobres ou Clarissas. Em 1221, sob a inspiração de seu estilo de vida nasceu a Ordem Terceira para os leigos consagrados. O pobrezinho de Assis, como era chamado, foi uma criatura de paz e de bem, terno e amoroso. Amava os animais, as plantas e toda a natureza. Poeta, cantava o Sol, a Lua e as Estrelas. Sua alegria, sua simplicidade, sua ternura lhe granjearam estima e simpatia tais que fizeram dele um dos santos mais populares dos nossos dias.

Orações a São Francisco

- Glorioso São Francisco, Santo da simplicidade, do amor e da alegria. No céu contemplais as perfeições infinitas de Deus. Lançai sobre nós o vosso olhar cheio de bondade. Socorrei-nos em nossas necessidades espirituais e corporais. Rogai ao nosso Pai e Criador que nos conceda as graças que pedimos por vossa intercessão, vós que sempre fostes tão amigo dele. E inflamai o nosso coração de amor sempre maior a Deus e aos nossos irmãos, principalmente os mais necessitados.
São Francisco de Assis, rogai por nós. Amém.


ORAÇÃO DA PAZ 

Senhor! Fazei de mim um instrumento da vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe.
É perdoando que se é perdoado.
E é morrendo que se vive para a vida eterna.



http://www.comamor.com.br/francisco.htm


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Tom e Vinícius

!!!


 Melhor não fazer nada.... não sentir nada.
Continuo percorrendo a mesma estrada, seguindo a mesma trilha e contemplando a paisagem, analisando pessoas, buscando um sentido para as dores sofridas, vividas, inesperadas.
Falta lagrima. Falta emoção... acho que até um coração.
Ausência de sentimento, folha branca lançada ao vento.
As águas seguem seu curso. Mudam as estações, vidas se renovam, outros passam.
Não penso! Não sinto! Apenas amo! E amar dói! Fadiga a alma e aprisiona o coração. Mar cercado de areia, sal e solidão
Eu contemplo as mudanças, analiso o tempo e renovo as esperanças. Ficam as lembranças.

Raquel Fernandes

domingo, 2 de outubro de 2011

...


"Adoro Reticências...
Aqueles três pontos intermitentes que insistem em dizer
que nada está fechado, que nada acabou, que algo sempre está por vir!
A vida se faz assim!
Nada pronto, nada definido.
Tudo sempre em construção.
Tudo ainda por se dizer...
Nascendo...
Brotando...
Sublimando...
Vivo assim...
Numa eterna reticência...
Para que colocar ponto final?
O que seria de nós sem a expectativa de continuação?"

Nilson Furtado